O índice de terremotos aumentou?

O índice de terremotos aumentou?

O índice de terremotos aumentou?

Depois da incidência de terremotos de alta magnitude nos últimos anos, órgãos como o USGS, dos EUA, passaram a divulgar dados de monitoramento sísmico diariamente, o que elevou os registros de terremotos no mundo todo.

Olhando por cima, hoje há pesquisas que dizem que a quantidade de terremotos tem aumentado, assim como o perigo que eles vêm causando até a populações que não ficam sobre as grandes falhas geológicas, como Portugal. Mas será que é verdade? Neste artigo, você saberá mais sobre o índice de terremotos no passado e no presente, além da intensidade dos tremores.

Os terremotos nas décadas passadas e atuais

Na opinião do vulcanologista Steve Mattox, da Universidade de Dakota do Norte, a incidência dos terremotos está aumentando conforme o tempo passa. Na primeira metade do século XX, houve 15 terremotos de magnitude extrema.

Na segunda metade do século XX, entretanto, foram registrados 20 terremotos de magnitude extrema. Para enaltecer esse dado alarmante, é interessante dizer que, no século XIX, foram registrados apenas 7 terremotos de tamanha magnitude. Nas comparações entre o século XIX e XX, foi descoberto que, em todas as décadas, com exceção da década de 50, as atividades sísmicas foram maiores no século XX. Os dados, compartilhados pelo GnosisOnline, mostram a impressionante diferença entre os séculos.

De 1900 a 1909, foram registrados 141 terremotos no mundo todo. De 1970 a 1979, em contrapartida, foram registrados mais de 1.500 terremotos no mundo inteiro, um número bastante alarmante.

Mas os terremotos estão aumentando?

Chegamos à pergunta principal. Pode-se dizer que não há quaisquer comprovações científicas de que os índices de terremotos estão aumentando. O que há com certeza é a sensação de que os abalos sísmicos estejam acontecendo em maior frequência e em maior grau.

É inegável a evolução das telecomunicações e das estações registradoras de terremotos no mundo todo. Num passado longínquo, em 1900, por exemplo, não havia tantos registros de terremotos porque as estações registradoras não eram evoluídas como são hoje. Do modo como elas existem atualmente, registram muito mais terremotos do que eram registrados no passado, o que explica a dissonância.

De acordo com a Apolo11, em 1931 havia menos de 400 estações registradoras de terremotos no mundo todo, sendo que hoje há uma quantidade maior do que 4 mil dessas. Essa diferença gritante não pode ser ignorada ao pensar no registro de muito mais abalos sísmicos hoje do que na antiguidade.

Além disso, pelo fato de ter havido grandes terremotos em curto espaço de tempo nos últimos anos fica ainda mais fácil acreditar que a incidência dos abalos sísmicos aumentou, quando, como dissemos no início do artigo, não há nenhuma prova científica que evidencie isso.

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