Os experimentos com ecstasy para tratar estresse pós-traumático

Em testes desde o começo do século XXI em laboratórios dos EUA, há algum tempo que usam o ecstasy para tratar o

transtorno de estresse pós-traumático
, uma condição que afeta pessoas que passam por episódios muito intensos de violência e longos períodos de alteração emocional.

O assunto vem à tona sempre que um novo estudo é publicado ligando as duas coisas.

A profissão mais associada ao estresse pós-traumático é a de soldados, que ao voltarem das guerras não conseguem reajustar-se completamente e ficam com severas complicações psicológicas.

Vejamos aqui como o ecstasy foi estudado nesses casos e como talvez possa se tornar um grande aliado da medicina e não somente da vida noturna de quem o consome.

Como o ecstasy pode ajudar?

As sessões de terapia normalmente provam-se muito difíceis para os casos da condição. Ainda que seja um composto controlado ou criminalizado em muitos locais, o ecstasy está ajudando pacientes a falarem a respeito de seus traumas. Em algumas sessões são manipuladas doses da substância para ver como se dará a reação.

O resultado é que algumas pessoas podem conseguir falar mais sobre e ter mais clareza de como foram afetadas pela situação. Como são traumas muito difíceis, as investidas tradicionais e os antidepressivos costumam não surtir efeito.

A dosagem, muito inferior à do uso recreativo, não causa a mesma euforia nem os mesmos riscos, ainda que possa envolver efeitos colateiras ainda a serem avaliados.

A política de drogas em relação ao uso do ecstasy

O Brasil passa desde 2019 por uma reformulação da política de drogas. Atualmente, o uso até mesmo da cannabis para uso terapêutico permanece fora da discussão.

O assunto já foi discutido no senado e o uso de alguns medicamentos à base da planta já foi liberado. O Mevatyl, usado no tratamento da esclerose múltipla, não só é comercializado no país como é um medicamento de alto custo que pode custar mais de 2500 reais.

O uso do ecstasy nos tratamentos de estresse pós-traumático ainda está longe de atingir a parcela da população que sofre com a condição pois o assunto ainda encontra-se em fase de estudo.

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