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Pessoas resgatadas em regime análogo à escravidão usavam tijolos como travesseiro

IMAGEM ILUSTRATIVA

Nesta terça-feira (16) uma operação feita em conjunto entre o MPT (Ministério Público do Trabalho), a SRT (Superintendência Regional do Trabalho) e a PRF (polícia Rodoviária Federal) resgatou 66 pessoas em situação análoga à de escravo em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais.

De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades que acompanharam o caso, os trabalhadores faziam parte de uma força tarefa do Condomínio de Empregadores Rurais Santa Maria, as condições eram precárias e várias outras irregularidades forame encontradas.

Não havia local de refeição, sanitários, abrigo para chuva, e local com água potável nas frentes de trabalho. Os alojamentos também estavam em péssimas condições, além do mais não havia fornecimento de roupa de cama, alguns trabalhadores estavam usando tijolos e pedações de madeira como travesseiro.

Os procuradores Mateus de Oliveira Biondi e Sonia Toledo Gonçalves constataram que os trabalhadores faziam o serviço da colheita de milho sem equipamentos de proteção, sob o risco de acidentes. Infrações no registro formal dos trabalhadores também foram encontradas.

“Os trabalhadores foram trazidos de diversas partes do país e ficavam no alojamento sem saber ao certo quando iriam trabalhar. Muitos deles ficavam vários dias sem trabalhar, já que não eram acionados pelo empregador, e nesses períodos não recebiam qualquer valor nem era fornecida alimentação a eles”

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