Por falta de papel, Cuba reduz edições dos maiores jornais do país

Foto: AFP

Nesta quinta-feira, 4, Cuba anunciou que fará uma redução do número de páginas dos principais jornais do país, além disso, a periodicidade das publicações também sofrerá. Entre os jornais afetados, está o Gramma do Partido Comunista. O país vive um desabastecimento de produtos básicos desde que Donald Trump intensificou as sansões econômicas, crise venezuelana também influencia.

O jornal Juventud Rebelde, da juventude comunista, circulará aos domingos circulará com suas páginas tradicionais, porém, deixará de circular no sábado. De acordo com a nota oficial do governo, a circulação de outras publicações em papel também sofrerá cortes. Confira um pedaço da nota sobre o Gramma, principal jornal do país:

“Em razão de dificuldades com a disponibilidade de papel-jornal, as edições do jornal Granma das quartas e sextas-feiras, assim como dos semanários Granma Internacional, Trabajadores, Orbe y Opciones, serão reduzidas de 16 para 8 páginas a partir de amanhã (quinta-feira, 4)”.

Nos anos 90 uma medida similar foi tomada, na época, o país sofreu uma crise econômica diretamente ligada à queda da União Soviética.

Além do papel, diversos materiais de necessidade básica também estão em falta no país. Longas filas são formadas nos supermercados, mas a maioria não encontra produtos como ovos, farinha de trigo, azeite, remédios e artigos de higiene.

Embora o governo de Cuba tenha assumido que o desabastecimento está acontecendo, o país ainda está longe de uma “crise humanitária” como a de países como a Venezuela. Aliás, essa escassez em Havanna está diretamente ligada com a crise dos venezuelanos, os dois países são aliados econômicos e estão passando por necessidades.

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