Protestos em Hong-Kong desafiam autoritarismo chinês

Protestos em Hong-Kong desafiam autoritarismo chinês

Protestos em Hong-Kong desafiam autoritarismo chinês

Pouco sabemos sobre o que se passa na China. Além de escutarmos que o país costuma  explorar a mão de obra dos trabalhadores e que possui altos índices de poluição, mal sabemos sobre as contestações políticas.

Entretanto, no ano de 2019, irromperam uma série de protestos do povo contra o governo.

Hong Kong é uma cidade altamente industrializada e atravessada por imensos arranhas-céus. É um dos locais mais populosos do planeta. +

E, no âmbito político, possui uma certa independência do governo central de Pequim pois é uma região administrativa especial, como aconteceu com Macau.

Assim, os seus suspeitos não estão sujeitos a julgamento pelo governo da China. Entretanto, a proposta de um projeto de lei pretendia mudar tal situação.

Assim, a população passou a temer que os pedidos de extradição pelo judiciário fossem enviados para a China. Por isso, em 9 de junho, milhares de pessoas foram as ruas para manifestar.

Em Hong Kong há direitos civis e a garantia de direitos humanos, o mesmo não ocorre com a China. Por isso, para a população de Hong Kong era preciso ir as ruas para evitar tal projeto de lei.

Medidas de controle

Portanto, as manifestações possuem uma característica fundamental. São também contra as medidas de controle da China.

Por isso, também são protestos em favor da liberdade e pelos direitos civis. Para que ninguém tenha de passar pelo ostensivo controle chinês, mas sim que possa ser julgado em Hong Kong.

Manifestações

As manifestações foram alvos de repressão por parte do governo. Dezenas de pessoas foram presas outras tantas acabaram feridas em confrontos com a polícia.

Mesmo diante disso, as manifestações não cessaram. No dia 11 de junho milhares de pessoas retornaram às ruas.

Novamente, houve confrontos com balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio quando os manifestantes tentaram adentrar no parlamento de Hong Kong.

Muitos manifestantes até usaram guarda-chuvas para fazer referências ao movimento dos guarda-chuvas que ganhou as ruas da cidade em 2014.

A revogação do projeto de lei

Diante das pressões populares, Carrie Lam, a diretora executiva da cidade e propositora da lei, adiou a apresentação do projeto. Ao mesmo tempo também fez um pedido de desculpas.

Lam afirmava que tentaria escutar com mais humildade as críticas da população para que não fossem mais necessárias manifestações como estas.

Entretanto, isso não agradou ao governo central da China, como também aos empresários de Hong Kong e a quase toda a sua população. Assim, o presidente da China Xi Jinping teve de voltar atrás e o projeto foi suspenso.

Porém, somente isso não bastou para os manifestantes. Eles continuaram a ir para a rua.

Luto contra China

No dia 16 de junho, milhares manifestaram-se vestindo preto. Formavam uma massa negra contrária a China e suas medidas autoritárias.

Agora manifestavam-se também não mais contra o projeto de lei, mas expandindo as reivindicações. Estavam contra a Carrie Lam e pedindo pela sua demissão.

Enquanto isso, a crise continua. As pessoas continuam a ir para a rua. Afinal, estão contra Pequim e as investidas para acabar com o exercício democrático que ainda existe em Hong Kong.

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