Relatório aponta que os 10% mais ricos recebem metade da renda de trabalho no mundo

Concentração da riqueza está nas mãos de poucos

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou um relatório na última quinta-feira (04) sobre a concentração da riqueza nos países do Globo. E as notícias não são nada animadoras.

Segundo o relatório, 10% de toda a riqueza global está concentrada nas mãos dos mais ricos do planeta, o que gera a desigualdade vista em muitos países, em especial, os do continente Africano.

Este relatório, com dados referentes a 2017, último ano de levantamento da pesquisa, aponta também que, esses mesmos 10% detentores da concentração de renda no planeta, são os mesmos 50% que são responsáveis pelo controle de toda a renda gerada no mundo.

Dos 189 países pesquisados naquele ano, 48,95% foram provenientes da renda do trabalho dos mais ricos do mundo. Em 2016, essa renda foi de 49,23%.

Enquanto isso, na outra ponta, os 10% mais pobres receberam 0,15% da renda, esse mesmo patamar foi mostrado no ano de 2014, último ano do levantamento da pesquisa para este grupo.

Países emergentes puxam a alta de variações

Ao contrário do que muitos pensam, de acordo com a OIT, o aumento da prosperidade de grandes economias emergentes como Índia e China são as grandes responsáveis pela variação encontrada entre os anos de 2004 e 2017, períodos em que foram referenciados para a pesquisa.

Ao dividir os assalariados em três grupos, considerando os salários baixos, médios e altos, a organização aponta também que, somente os trabalhadores das camadas mais altas, ou seja, os detentores dos melhores salários, viram sua situação melhorar entre 2004 e 2017, enquanto que os pertencentes às classes média e baixa registraram redução no poder de compra.

Já levando em considerando a distribuição de remuneração média entre os países, a OIT averigua que a participação dos pertencentes a classe média (próximo de 60% dos trabalhadores) teve uma ligeira queda global, de 44,8% para 43% entre 2004 e 2017.

Simultaneamente, a participação dos 20% dos que mais ganham aumentou de 51,3% para 53,5%. Os países em que estes trabalhadores mais bem pagos viram a sua parcela de remuneração aumentar em pelo menos um ponto percentual, e incluem nações como Alemanha, Indonésia, Itália, Paquistão, Reino Unido e Estados Unidos.

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