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A economia brasileira está desaquecendo? Recessão a caminho?

Contexto histórico dos Governos FHC ao Temer

Quando se fala em política econômica no Brasil, fala-se em diversos modelos que marcaram a política brasileira.

Abaixo, destacamos alguns desses modelos que os últimos quatro presidentes brasileiros tiveram, bem como as suas principais características.

Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)

O grande marco do governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) foi o lançamento do Plano Real, em 1º de julho de 1994.

Após anos de recessão, advindos principalmente da herança herdada dos militares durante a Ditadura Militar (1964-1985), o país alcançou índices que chegavam a 1000% de inflação no final dos anos 80.

O início dos anos 90 marcaram a abertura econômica do país para o capital estrangeiro, e o ano de 1993 acabou se tornando simbólico quando se trata do lançamento da nova moeda (o Real). Ministro da Economia do Governo Itamar Franco (1992-1994), FHC foi o grande responsável pelo lançamento do Plano Real, que prometia combater a inflação do período, equiparando o Real (a nova moeda) ao dólar.

O resultado é que nos anos seguintes, a inflação teve queda, e o poder de compra dos brasileiros voltou ao normal.

Um dos fatos negativos que marcou o Governo FHC, entretanto, foi o período do apagão energético (2001), cujo os brasileiros tiveram que fazer racionamento de energia, devido aos baixos índices de água nos principais reservatórios que abastecem as três principais regiões do país (Sul, Sudeste e Centro-Oeste).

No final do governo de Fernando Henrique Cardoso, a economia apresentava relativos números de melhora, mas não o suficiente para ter a aprovação de todos os brasileiros.

Governo Lula (2003-2010)

Lula ficou marcado pelo período de alta geração de empregos e de programas populares que deram melhores condições de vida a quem dispunha de poucos recursos.

Citam-se, como principais exemplos de programas, o Programa Fome Zero (extinto em 2006), Minha Casa Minha Vida e o Programa Bolsa Família.

Em seu governo, também houve grande incentivo para o comércio e a indústria, o que levou a picos elevados de emprego. Ajudou também o fomento de parcerias para trazer tecnologias, com países como China e Estados Unidos.

Ao final de seu Governo, os índices de aprovação chegam a 80%, uma das maiores aprovações desde a redemocratização do país, no final dos anos 80.

Governo Dilma (2011- 31 de agosto de 2016)

Dilma começou o seu governo, em 2011, aproveitando grande parte dos programas de seu antecessor, Lula, entre eles, o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. Atrelado a eles, ainda aprimorou outros como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que ganhou as versões PAC 2 e PAC 3.

Um dos erros, entretanto, foi não ter apostado em programas próprios, o que muitos especialistas chamaram de “falta de ideias” na área econômica, já que a maior parte dos programas eram programas que deram certo no Governo Lula, mas que teriam de haver prazo para acabar, ou serem reformulados, o que não aconteceu.

Também ajudou para a forte crise que viria nos anos seguintes, o fato do Brasil sediar grandes eventos, como a Copa do Mundo FIFA e as Olimpíadas. Nesse caso, muitas obras tiveram seu preço superfaturado, para que terminasse a tempo dos eventos esportivos, o que deixou o país em uma situação desfavorável em relação a economia.

Dilma também enfrentou resistências da bancada do Congresso, no momento em que foi descoberto a abertura de créditos suplementares sem ter a devida dotação orçamentaria para cobrir.

No fim de seu governo, após o Impeachment de 2016, a aprovação era de apenas 10%, principalmente devido aos escândalos descobertos durante seu mandato.

Governo Temer (31 de agosto de 2016-2018)

Temer entrou para cumprir um mandato de apenas dois anos e meio, a partir do segundo semestre de 2016, já que haveria eleições gerais no ano de 2018 para a escolha do novo presidente.

Seu governo ficou marcado pela Reforma Trabalhista, que visava a geração de mais empregos.

Muitos pontos da reforma são questionados, como o do trabalho insalubre e a da diminuição de direitos como 13º salário.

O final do governo teve uma reprovação recorde, de 70%, e apenas uma pequena parte dos brasileiros aprovavam o seu governo.

Afinal, vivemos um recesso econômico com previsão de acabar?

Após o início da crise vivenciada pelo país no ano de 2014, a dificuldade do Brasil, no momento, é a de geração de empregos. Para isso, há fatores que são fundamentais para que o país volte à normalidade.

Temos que considerar, em primeiro lugar, que somos a nação em que a carga tributária é a mais alta, o que leva, muitas vezes, a quem tem a vocação para empreender, não dispor para a abertura de uma empresa, já que há muitos impostos a serem pagos.

Há possibilidades, em médio prazo, de o Brasil voltar a ser uma nação com índices de empregabilidade como os registrados antes da crise. Para isso, é preciso o fomento de parcerias entre a iniciativa privada e o governo, no sentido de buscar alternativas para a redução da carga tributária. Esse é o principal ponto, na busca do crescimento do país.

Em segundo lugar, é preciso que essas parcerias se estendam a qualificação dos trabalhadores. Vemos, por exemplo, pessoas que foram habituadas em profissões do século XX, e não se prepararam para as mudanças no mercado de trabalho, muitas das vezes por a própria empresa não ter tido a preocupação, o próprio trabalhador se sentir numa posição estável.

Por fim, após estas iniciativas (diminuição da carga tributária sobre as empresas e qualificação geral do trabalhador), é possível que o país pode voltar aos índices de prosperidade registrados entre os anos de 2003 e 2010. Esse é um longo caminho a ser percorrido.

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