Renovação ou crise? Grandes campeãs do carnaval paulista não encantam mais

É muito legal ver novas escolas conquistando o título do carnaval paulista como a bicampeã Acadêmicos do Tatuapé. E ver novas escolas encantando como a Império da Casa Verde há alguns anos. Porém, a alegria e renovação contrasta com o sofrimento de agremiações tradicionais que andam sofrendo e não encantam mais. A renovação do nosso carnaval passa, ainda, por Dragões da Real, sempre no desfile das campeãs desde que chegou à elite, e agora a Mancha Verde, com bela apresentação no Anhembi. Por outro lado... Campeãs históricas andam amargando resultados decepcionantes já faz algum tempo. Dona de cinco títulos, a

Unidos do Peruche
mais uma vez fecha um carnaval sendo rebaixada para a divisão de acesso. Com efeito gangorra, vai disputar o acesso pelo nono ano nas últimas 15 temporadas. Conquistas? Na elite elas não vêm deste o fim dos anos 60. Salva-se a
Mocidade Alegre
, vice-campeã e sempre entre as melhores, senão a melhor, dos últimos carnavais - foi tricampeã em 2012/13/14 e soma 10 troféus. Está atrás apenas da
Vai Vai
e suas 15 conquistas, uma decepção neste carnaval ao terminar no 10° lugar e sem conquistas desde 2015. E também da
Nenê de Vila Matilde
, 11 taças, mas que não consegue de forma alguma se firmar no grupo especial. Após o título de 2001, a escola da zona leste somou outros três quartos lugares seguidos e despencou, somando três rebaixamentos. Queria subir em 2018, contudo terminou somente em quarto. Adormecido mesmo anda o
Camisa Verde e Branco
, da Barra Funda. A escola de 9 estatuetas não ganha nada desde 1993 e, pior, dos últimos 10 carnavais, passou nove na divisão de acesso. Este ano, por pouco não somou nova queda ao ficar na sétima colocação. A
Rosas de Ouro
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Fotos: Liga das Escolas de Sampa de São Paulo/Divulgação
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