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Você já ouviu falar sobre cooperativimo e economia solidária?

Mas afinal o que significam esses termos?

Termos que surgiram em meados da década de 90, a Economia Solidária  é um termo criado com o objetivo de reunir movimentos variados com objetivos em comum.

Entre alguns de seus objetivos, de acordo com a Central de Cooperativas e empreendimentos solidários do Brasil (UNISOL), estão:

A posse e/ou controle coletivo dos meios de produção, distribuição, comercialização e crédito;

A gestão democrática, transparente e participativa dos empreendimentos econômicos e/ou sociais;

A distribuição igualitária dos resultados (sobras ou perdas) econômicos dos empreendimentos

Como é feita a junção entre economia solidária e cooperativismo?

A junção entre economia solidária e cooperativismo solidário, fornece insumos para um modelo de organização, aberto e solidário, no qual se adequada aos interesses gerais da classe trabalhadora, sendo estes para a produção de crédito, comercialização e serviços.

Também muito presente neste modelo, a autogestão é a linha que estabelece a qualidade democrática entre os modelos de gestão e do trabalho, e que mais se adequada ao modelo do proletariado, sejam estas em cooperativas, organizações empresariais ou estatais;

Histórico durante o Governo Militar, Governos Color e FHC

A história do cooperativismo no mundo tem seu início no século XVIII com a chamada Revolução Industrial. Entretanto, é com o surgimento dos primeiros movimentos de luta dos trabalhadores contra os industriais, é que esse movimento ganha força no mundo.

No Brasil, os anos 70 e 80 se tornaram o marco para que o cooperativismo ganhasse estímulo. Nesta época, durante o Governo Militar, a lei das cooperativas (Lei 5.764/71) é aprovada e, assim, disciplina a criação de várias delas pelo Brasil.

Um ponto negativo, entretanto, está no fato de que, como era em tempos de Governo Militar, a atuação dos cooperados era limitada, que logo intervia na criação, no funcionamento e na fiscalização desses espaços. A Constituição de 1988, que viria a ser aprovada pela constituinte, logo tratou de tirar essa intervenção do Estado, passando a autonomia para as próprias cooperativas.

O ano de 1995 se tornou um marco no cooperativismo do Brasil, já que, no referido ano, passou a ter reconhecimento internacional, tendo Roberto Rodrigues o primeiro presidente brasileiro na Associação Cooperativa Internacional.

Já em 1998, o Sescoop – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – instituição integrante do sistema S (Sebrae, Sesc, Senac, Senai) veio com o intuito de promover a cultura cooperativista e aperfeiçoar a gestão das cooperativas para o seu desenvolvimento.

Hoje existem mais de 6.800 cooperativas em nosso país, e pelo menos 3500 são do ramo agropecuário, de transporte e crédito. As outras dividem-se em cooperativas de trabalho, de saúde e educacionais, bem como ramos como turismo, comércio e lazer.

Como o cooperativismo é afetado pelas mudanças atuais de governo?

Um dos grandes entraves de que lida com a economia solidária são as constantes mudanças de governo.

Tal fato se explica, devido aos programas serem diferentes de um governo para outro, além das pautas defendidas pelas cooperativas não terem o prosseguimento no mandato seguinte, o que dificulta o diálogo e a interlocução entre as partes.

Exemplo disso são os casos do presidente da União Nacional das Organizações Cooperativas Solidárias (Unicopas), Arildo Mota, pedir a aprovação de um projeto de lei (PL) que cria a Política Nacional de Economia Solidária também pediu a volta do investimento do governo em empreendimentos de economia solidária.

De acordo com Arildo, os recentes cortes nos programas de alimentação e transportes tem afetado diretamente a continuidade dos programas.

O Governo vem tendo tratativas para lidar com os cooperados dos mais diversos ramos. Atualmente, quem cuida dessa pasta é o Ministério da Cidadania, recém-criado no Governo Bolsonaro, e que vem tentando estabelecendo a continuidade dos diálogos dos governos anteriores.

A pauta dos cooperados, porém, só cresce, e é grande a expectativa de que a maior parte das discussões tenha continuidade.

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