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Jovem chamado de “monstro babão” ganha cirurgia de dentistas e voluntários

Cleiton Bezerra é um jovem de 25 anos que passou toda a existência sendo vítima de preconceito e perseguição. Ele nasceu com uma má formação muscular e esquelética que o impedia de conseguir fechar a boca, falar e comer direito.

Embora não tenha deficiências cognitivas, o preconceito fez com que o jovem tivesse dificuldades na escola e na vida pessoa, sendo que nunca namorou e nunca conseguiu um emprego fixo.

“Ele sofre muito preconceito. Ele baba e o rosto dele é diferente. Devido à boca, o chamam de babão e monstro. Até quando ele pega ônibus tem gente que não senta do lado dele por medo ou nojo”, conta seu amigo Maiko Santana.

O cirurgião buco-maxilofacial Alessandro Silva, e o dentista Marcelo Quintela, souberam da história de Cleiton e decidiram incluí-lo no programa Corrente do Bem, projeto voluntário que faz cirurgias e tratamentos para pessoas com problemas faciais.

“Ficando tudo assim exposto ao ar, o que é agressivo, ele acaba ficando com a garganta inflamada, bem como com a gengiva e céu da boca inchados”, explica Quintela.

A cirurgia conclusiva foi feita no mês passado, no Hospital Alvorada, em São Paulo. Delicada e trabalhosa, ela demorou seis horas: “Cortamos a maxila e colocamos para dentro, para que apareçam só os dentes, e abrimos para que ela fique larga. Feito isso, cortamos a mandíbula e suspendemos para colocar os dentes na posição correta”.

“Não vou mais ser xingado pelas pessoas, nem humilhado, desprezado, nunca mais. Minha vida era muito difícil. As pessoas ficavam me zoando, me chamando de aberração, de monstro e várias palavras fortes. Assim que eu acordei da cirurgia, quando eu vi meu rosto, olhei bem eu disse para mim mesmo: Está aí um novo homem. Vou fazer tudo que eu não podia sentir em toda minha vida”, afirmou Cleiton.

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