Vazamentos do Intercept dão novas informações sobre a Lava Jato

Vazamentos do Intercept dão novas informações sobre a Lava Jato

Vazamentos do Intercept dão novas informações sobre a Lava Jato

Ao imitar e acatar as políticas dos Estados Unidos, acabamos também imitando sua tendência à criminalização e ao aprisionamento como a solução fácil de problemas complexos.

Nesta noite de domingo (9), o Intercept Brasil publicou os primeiros trechos de discussões internas, vindas de uma fonte anônima, entre o juiz e os procuradores da operação.

Para Moro, "não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação" e para Dallagnol a troca de mensagens  é "normal".

Qual é o contexto do vazamento?

As publicações são assinadas pelo jornalista Glenn Greenwald, que ficou conhecido por suas reportagens denunciando detalhadamente os programas de monitoramento de pessoas em todo o mundo empreendidos pelos Estados Unidos e pelo governo britânico.

As reportagens lhe deram um Prêmio Pullitzer, e eram baseadas nos vazamentos de informação causados por Edward Snowden, hoje exilado na Rússia e um dos principais procurados do governo americano.

Em 2013 Greenwald veio ao Congresso Nacional, em Brasília, e fez declarações sobre o uso da guerra ao terrorismo como um pretexto americano para o monitoramento clandestino para competir com outros países nos campos dos "negócios, indústria e economia".

A história de Snowden, assim como as de Julian Assange e Chelsea Manning, são tratados como casos criminais, como vazamento ilegal de dados sigilosos. Por outro lado, revelam crimes de guerra e inúmeras outras práticas repreensíveis que de outra forma ficariam em completo sigilo, incluindo a espionagem do governo brasileiro em 2017, sobre a qual Dilma e Obama teriam conversado na cúpula do G20, e a obtenção de informações sobre o pré-sal ainda em 2013.

Conversas revelam intencionalidade

Os procuradores da Operação Lava Jato sempre se disseram apolíticos, ou seja, que não favorecem qualquer partido político, mas a reportagem mostrou favorecimento à eleição de Bolsonaro e a prevenção da vitória de Lula como objetivos declarados.

Os trechos mostram que Deltan Dallagnol não tinha confiança plena nas provas e que Moro teria sugerido à operação que as acusações precisariam ser graves (para que uma condenação fosse possível).

A reportagem inclui áudios, vídeos, textos, documentos judiciais e mensagens privadas que ainda não foram divulgados em sua totalidade.

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