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José Aldair MorschJosé Aldair Morsch
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COMO É REALIZADO E QUAIS OS PREPAROS PARA O EXAME DE ELETROENCEFALOGRAMA?

Entender o eletroencefalograma e como é realizado é importante para obter registros de qualidade a partir do exame, evitando que ele precise ser repetido.

Interferências, artefatos e falhas no preparo podem comprometer os resultados do teste,
exigindo um novo procedimento e atrasando o diagnóstico.

Porém, a partir de

capacitação e conhecimento sobre as boas práticas na condução do EEG, médicos e técnicos de enfermagem se tornam aptos a obter gráficos fidedignos, apoiando a tomada de decisões assertivas.

Se busca aprofundar os conhecimentos sobre a eletroencefalografia, suas fases e finalidades, este artigo é para você.

Além de saber mais sobre o teste, você ficará por dentro de maneiras para agilizar os laudos médicos do EEG, com o auxílio da

Interessado? Então, vamos lá.

O que é o eletroencefalograma?

O que é o eletroencefalograma?

Esse teste começou a ser usado após 1929, depois da descoberta de

Presente no aparelho de EEG, um poderoso amplificador de corrente elétrica é capaz de aumentar milhares de vezes os sinais elétricos gerados no cérebro, a fim de que sejam detectados por eletrodos.

Em seguida, por meio de um dispositivo chamado galvanômetro, eles são registrados sobre uma tira deslizante de papel, em forma de ondas, se o EEG for analógico.

Já a versão digital envia os registros a um software que os transforma em gráficos, mostrando as ondas mentais.

A eletroencefalografia vinha perdendo terreno para outros métodos de diagnóstico, mas a união com a informática e tecnologia concedeu novo impulso ao exame.

Atualmente, o teste conquistou um lugar proeminente no diagnóstico de vários problemas cerebrais e contribui com outras técnicas terapêuticas.

Isso tornou possível, inclusive, o

Como o paciente deve se preparar para o exame de eletroencefalograma?

Como o paciente deve se preparar para o exame de eletroencefalograma?

De forma geral, não há restrição alimentar para a realização do EEG.

Mas, dependendo da modalidade do exame, pode ser necessário dormir durante o procedimento.

Nesses casos, o paciente deve evitar a ingestão de substâncias estimulantes, como a cafeína.

A seguir, confira outras

  • Lavar bem os cabelos usando um sabonete neutro (como sabão de coco), mas com tempo suficiente para que estejam secos ao início do procedimento
  • Não utilizar nenhum cosmético no cabelo (laquê, gel, condicionador, cremes, óleos, tinturas). Esses produtos dificultam a aderência dos eletrodos ao couro cabeludo
  • Não é necessário suspender os medicamentos de uso contínuo, mas eles devem ser informados ao médico
  • Para fazer o
  • Crianças ou pessoas com dificuldade para dormir podem ter o sono induzido na clínica ou hospital, através de sedativo leve.
  • Como se realiza o exame?

    Como se realiza o exame?

    O eletroencefalograma é

    simples, indolor, não invasivo e pode ser feito em qualquer idade.

    Ao comparecer à unidade de saúde, o paciente é orientado a retirar brincos, bijuterias e outros objetos de metal antes de entrar na sala de exames.

    Em seguida, deve se sentar ou deitar na maca, numa posição confortável.

    O médico ou técnico responsável por conduzir o EEG divide o cabelo em mechas e marca os locais em que os eletrodos serão colocados.

    Com a ajuda de um gel condutor de eletricidade, os eletrodos são posicionados e fixados de acordo com o pedido médico.

    Então, o

    Durante o teste, pode ser necessário que o paciente realize algumas ações, como respirar rapidamente ou olhar para uma luz pulsante, a fim de estimular respostas das células nervosas cerebrais – os neurônios.

    Os eletrodos captam os sinais e os enviam a um monitor, que os converte em gráficos de linha.

    Se a eletroencefalografia for analógica, os gráficos são impressos em papel. Já no exame digital, são transformados em pixels para formar imagens visíveis no computador.

    No final do teste, os eletrodos são retirados e o paciente, liberado.

    ->

    ​Fases do exame ​e tempo de duração​

    ​Fases do exame ​e tempo de duração​

    O EEG pode durar de

    20 minutos a algumas horas
    , conforme a indicação clínica e fases realizadas.

    Quando só há necessidade do registro com o paciente acordado, o eletroencefalograma é mais curto, sendo concluído em cerca de meia hora.

    Já o teste que inclui registros durante o sono precisa de um período maior, pois compreende três fases distintas: com o paciente em vigília (acordado), durante a sonolência e dormindo.

    Essa modalidade de eletroencefalograma permite um estudo mais completo dos impulsos elétricos emitidos pelo cérebro, que sofrem variações de acordo com o estado, idade, estímulos e condições de saúde do paciente.

    As variações formam as chamadas ondas mentais, que estão relacionadas a diferentes atividades dos neurônios.

    De forma resumida, um

    EEG em vigília

    No início, é comum a presença de ondas beta (com frequência entre 13 e 30 Hertz), pois o paciente está concentrado na realização do exame.

    Conforme ele relaxa, aparecem ondas alfa (de 7 e 13 Hertz), indicando um estado de repouso.

    EEG durante a sonolência

    Quando o paciente está quase dormindo, o ritmo da atividade cerebral diminui, gerando ondas teta, com frequência de 4 a 7 Hertz.

    Caso as ondas sejam assimétricas ou constantes fora do período de sonolência, isso pode indicar disfunção em alguma área do cérebro.

    EEG em sono

    Por fim, o paciente adormece, possibilitando o registro de padrões durante o sono.

    Nessa etapa, a presença de ondas delta (com frequência entre 4 e 0 Hertz) designa um estado de sono profundo.

    Quais os tipos de eletroencefalograma que existem?

    Quais os tipos de eletroencefalograma que existem?

    O exame pode ter finalidade clínica ou ocupacional – caso faça parte do

    Normalmente, o teste ocupacional é mais simples e rápido, avaliando o paciente em vigília para prevenir agravos à saúde.

    O exame com fins clínicos, por outro lado, pode servir para diagnosticar, indicar ou avaliar tratamentos para distúrbios da consciência ou neurológicos, como a

    Na prática, temos 3 tipos de exames de eletroencefalograma:

    Eletroencefalograma clínico para rastreio de doenças
    Eletroencefalograma ocupacional
    Eletroencefalograma com mapeamento cerebral.

    Geralmente, o teste começa com o paciente acordado, sentado em uma poltrona confortável ou deitado, com os olhos parcialmente fechados e em um ambiente de penumbra.

    Será solicitado a ele que fique imóvel, relaxe o máximo que consiga e, se possível, até durma.

    Em algum momento durante o exame, o paciente será orientado a respirar aceleradamente, para que se obtenha um gráfico em hiperventilação, que pode potencializar algumas alterações importantes.

    O eletroencefalograma também poderá ser potencializado pelo sono ou por fotoestimulação.

    O sono pode ser obtido de modo espontâneo, mediante uma privação prévia ou ser induzido por uma sedação medicamentosa leve.

    No caso de fotoestimulação, são colocadas luzes extremamente brilhantes para piscar na frente do paciente, em diferentes velocidades, por um aparelho chamado estroboscópio.

    Um amplificador de potenciais ajuda a elaborar um gráfico das ondulações cerebrais, analógico ou digital, dependendo do equipamento.

    A partir da comparação a padrões de normalidade, o médico especialista é capaz de medir as alterações existentes e fazer as correlações necessárias com dados clínicos do paciente, levando a um diagnóstico.

    Para que realizar um eletroencefalograma?

    Para que realizar um eletroencefalograma?

    Geralmente, o exame é pedido quando há suspeita de epilepsia ou em casos em que a doença já é conhecida, para diagnosticar o seu tipo.

    Pode-se, ainda, solicitar o EEG para avaliação de:

  • Coma
  • Intoxicações
  • Encefalites diversas
  • Síndromes demenciais
  • Crises não epilépticas devido a distúrbios metabólicos
  • Tumores cerebrais.
  • Em alguns casos, o neurologista pode observar descargas de ondas anormais em forma de pontas, por exemplo (picos de onda), complexos ponta-ondas ou atividades lentas focais ou generalizadas de diferentes significados.

    As técnicas mais avançadas de eletroencefalograma quantitativo (com mapeamento cerebral) permitem determinar, também, a localização precisa de tumores cerebrais e de doenças focais do cérebro, como a epilepsia, alterações vasculares e derrames.

    Quais são as complicações que podem ocorrer durante o exame?

    Quais são as complicações que podem ocorrer durante o exame?

    Em geral, não ocorrem complicações durante o eletroencefalograma.

    Contudo, pacientes epilépticos podem, raramente, sofrer crises ao longo do exame, principalmente quando é feita fotoestimulação.

    Se as convulsões ocorrem, elas servem como indicação diagnóstica e o paciente receberá assistência de uma equipe de saúde prontamente.

    Quais cuidados o paciente deve ter pós-exame?

    Quais cuidados o paciente deve ter pós-exame?

    Depois que os eletrodos são retirados, é comum que um pouco do gel condutor de eletricidade permaneça no couro cabeludo do paciente.

    Para retirar essas sobras, basta lavar o cabelo normalmente.

    Caso tenha recebido sedação, o paciente não deverá ir para casa sozinho, e sim junto a um acompanhante.

    Se tiver passado por privação de sono, a recomendação é ir para casa e descansar o resto do dia.

    Já as pessoas que só tiverem sido submetidas ao EEG em vigília podem realizar as atividades diárias normalmente.

    A telemedicina como auxiliar na interpretação do eletroencefalograma

    A telemedicina como auxiliar na interpretação do eletroencefalograma

    Como expliquei acima, a realização do EEG é simples, porém, sua

    Por isso, o Conselho Federal de Medicina permite que médicos generalistas e técnicos em enfermagem treinados conduzam o teste, mas restringe sua interpretação a neurologistas qualificados.

    O problema é que esses especialistas não estão disponíveis em todas as cidades brasileiras, o que dificulta a assistência em locais afastados dos grandes centros urbanos.

    Para atender a essa demanda, surgiram empresas especializadas em telemedicina, que emitem

    O serviço funciona por meio de uma plataforma em nuvem, ou seja, qualquer clínica, consultório ou hospital pode acessar o sistema a partir de um dispositivo conectado à internet, login e senha.

    A dinâmica para pedir os laudos é simples e ágil, e os documentos são liberados em poucos minutos na plataforma de telemedicina.

    ->

    Benefícios do eletroencefalograma à distância

    Por revelar anormalidades na atividade cerebral, o eletroencefalograma tem um papel relevante no diagnóstico de distúrbios da consciência e doenças neurológicas, como a epilepsia.

    Quando realizado a distância, esse teste democratiza o acesso a resultados de qualidade, com rapidez e segurança.

    Veja, abaixo,

    as principais vantagens do laudo remoto para EEG
    .

    1. O eletroencefalograma é interpretado por neurologistas

    Apenas neurologistas com CRM ativo e qualificados para analisar os gráficos do exame produzem e assinam digitalmente o

    Desse modo, o documento emitido a distância tem a mesma validade dos resultados em papel.

    2. Disponibilidade de uma segunda opinião médica quando solicitada

    A interpretação do eletroencefalograma é uma tarefa complexa, que envolve a análise de ondas mentais e sua comparação a padrões de normalidade.

    Portanto, não é raro haver dúvidas quanto aos laudos desse exame, que são esclarecidas pelos especialistas da empresa de telemedicina através da

    Companhias bem estruturadas, a exemplo da Morsch, oferecem segunda opinião sem burocracia ou cobrança de valores adicionais.

    O cliente também pode pedir a avaliação de casos urgentes, como a suspeita de AVC (Acidente Vascular Cerebral), em tempo real e via teleconferência.

    3. O custo do laudo de eletroencefalograma é menor quando comparado com o médico presencial

    A central de telemedicina conta com equipes de neurologistas dedicados apenas à composição de laudos, o que lhes confere maior agilidade e reduz o custo por documento.

    Essa possibilidade

    viabiliza a oferta de serviços de qualidade a preços mais atrativos para o paciente
    .

    4. Os laudos de EEG ocupacional ficam salvos na nuvem

    A plataforma da Telemedicina Morsch proporciona o armazenamento automático dos laudos e outras informações médicas na nuvem, um local seguro na internet.

    Dessa forma, os arquivos ficam protegidos de intempéries e invasões, uma vez que o sistema possui mecanismos de segurança, como criptografia e senhas.

    Os dados também podem ser localizados facilmente no futuro, através de pesquisas no portal.

    5. Treinamento a distância de como realizar o exame de EEG e utilizar a plataforma de telemedicina

    Tendo em vista a alta rotatividade de técnicos de enfermagem em clínicas e hospitais, a Morsch disponibiliza

    capacitação a distância para que esses profissionais realizem o EEG corretamente.

    Com base nas melhores práticas para o exame, o treinamento pode ser feito a qualquer hora do dia ou da noite, pois fica salvo na plataforma.

    Sobre a Telemedicina Morsch

    Graças a um portal intuitivo e uma equipe de especialistas sempre a postos, a Morsch é a parceira ideal para quem deseja otimizar a

    Além de produzir laudos remotos para exames neurológicos como o EEG e a

    Negócios de todos os portes podem se beneficiar com resultados de exames produzidos e liberados em minutos, reduzindo custos com a contratação de especialistas e aquisição de equipamentos médicos para algumas especialidades.

    O eletroencefalógrafo, por exemplo, pode ser solicitado em

    Essa modalidade de aluguel funciona assim: pagando uma quantia fixa por mês, o cliente recebe 30 laudos gratuitamente, e pode utilizar o aparelho enquanto durar o contrato.

    Por enxugar despesas com a compra ou aluguel convencional, o comodato é a escolha mais inteligente na hora de ampliar o portfólio ou a quantidade de exames realizados por dia.

    Com a Morsch, o cliente pode combinar a emissão de laudos digitais ao comodato para uma experiência completa, que inclui

    Conclusão

    Ao longo deste artigo, falei sobre as aplicações do exame e como o eletroencefalograma é realizado.

    As diferentes modalidades de EEG podem ser feitas por um técnico habilitado, mas o laudo é de responsabilidade de neurologistas qualificados, que nem sempre estão disponíveis nas unidades de saúde.

    Mas esse cenário vem mudando com a telemedicina, que conecta esses especialistas a locais remotos em todo o Brasil.

    Deixe que a Morsch ofereça esse suporte para sua clínica ou hospital, otimizando a entrega de laudos com agilidade e qualidade.

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    Referências Bibliográficas

    GOMES, Marleide da Mota. Bases fisiológicas do eletroencefalograma. Rev Bras Neurol. 51(1):12-7, 2015.

    ALCANTARA, Fernando M. Monitoramento de EEG. 2016.

    Exame de eletrencefalografia – Universidade Federal de Santa Catarina. 2012.

    SILVA, Délrio Façanha; LIMA, Márcia Marques. Aspectos Gerais e Práticos do EEG. Rev. Neurociências 6(3): 137-146, 1998.

    Este artigo foi originalmente publicado em 

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